Eventualidades

Às vezes a gente se esquece.
Olhares se esquecem,
Sorrisos me remetem, mas se esquecem.
Palavras mais acomodam do que confortam.
O mundo é disforme, mas só nos reflete.

É que às vezes a gente se esquece
que o mundo de fato só nos reflete.

Às vezes da vida se esquece.
Às vezes nos sentimos inertes,
Os sonhos são inertes.
As palavras, névoa que esvai pelos ares.
A percepção do viver é falha, um tanto esquecida.

Às vezes a gente chega ao ápice do esquecimento.
Os porquês se esquecem,
Os “para quem” também.

Mas a vida, de fato, é falha, cheia de esquecimentos.
Mas às vezes a gente se olha no espelho e já não se lembra mais de quem é.

Por fim e para o bem, às vezes a gente se lembra.
De fato, é preciso esquecer para se lembrar.
Mas reparei que lembrar é muito melhor do que nunca esquecer.

Estou de volta.
Me lembrei o que é viver.

 

Marina Nastari de Almeida

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