Um Mal Atendido

Em mais um dia, em mais um tempo,
meu tempo é próximo.
Não há contagem, arritmia
sem sintonia.

Durmo para acordar em mais um dia
feito da mais mesmice da vida alheia.
Sou atendente fria de um mundo mudo
Que se faz da vontade de não falar.
Ou será eu aquela a não escutar?

Que de desfavorecimentos se faz composto.
Não há interesse em melhorar
o que não me beneficiar.

Sou atendente errada sem me importar.
Sou de repente aquela a não ajudar.

De um modo ou outro,
meu tempo é pouco.
Um descompasso.
Um pisco e passa.

Seja por sina,
seja por sorte.
Vanglória à morte,
que ruma a um norte
irremediável.

O não amável está aceitável.

Durmo para acordar em mais um dia,
que feito da mais mesmice da vida alheia,
faz de mim gente a mais a não agregar.

Sou de repente aquela que pode mudar.

São tantas gentes e de caso a caso,
vivo em descaso com a vida próxima.
Minha fala é “Próximo” sem eu me importar,
e agora é hora de eu me deitar.

Sou de repente aquela que pode mudar.

Marina Nastari de Almeida

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2 respostas para Um Mal Atendido

  1. Jeeh disse:

    Sou sua fa feiosa… saudadeee!

  2. sandra disse:

    é fantástico ler o que vc escreve!!!!
    consigo te escutar …..
    Muitaaaaaaas Saudadessssssssssssssss de voce.
    beijos!!!!!!

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